Remédios vão aumentar acima da inflação
Os brasileiros podem preparar o bolso. Pela primeira vez, em mais de 10 anos, os medicamentos podem ter aumentos acima da inflação. A expectativa é de que a partir do dia 31, os preços sofram reajuste de 12,5%.
A principal motivação é o índice negativo de produtividade da indústria neste ano, o que significa que a mão de obra contratada produziu menos que no ano anterior.
O biomédico e deputado federal pelo PSDB, Lobbe Neto, de São Paulo, afirma que o reajuste é o reflexo da incompetência do atual governo federal para gerir o Brasil.
O tucano ressalta que, quem vai pagar a conta pelo desgoverno do PT é a população, principalmente, os mais humildes e aposentados. “Mais uma vez esse desgoverno que está aí vai afetar as pessoas que mais necessitam de medicamentos".
"Esse governo não consegue implementar reajustes bons. Não reajusta a tabela do imposto de renda. E por outro lado sobe energia, combustível, agora medicamentos e cesta básica".
A autônoma Maria José Albuquerque, de 58 anos, compra mensalmente os remédios para a mãe aposentada, que tem 75 anos. Ela conta que os gastos por mês chegam a R$ 500.
Para driblar os altos custos, a família também compra remédios genéricos. Apesar de fazer economia, Maria José se diz preocupada com o reajuste dos medicamentos.
“A gente compra genérico e vai alternando. Faz pesquisas, vai em várias drogarias para ver um preço melhor. Eu fico muito preocupada. Uma insegurança enorme, porque a gente não sabe o que vai acontecer, né?"
Com a anulação dos fatores de produtividade, ao contrário de anos anteriores o reajuste será o mesmo para todas as categorias. Até então, eram definidos três percentuais diferentes, considerando a participação dos genéricos.





