Sífilis é epidemia mais grave que coronavirus
no Brasil, onde os casos confirmados cresceram 4.156% entre 2010 e 2018, segundo o relatório do Ministério da Saúde. O problema é global e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os dias 1 milhão de novas infecções de sífilis são notificadas.
A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum, que provoca uma doença infecciosa transmitida por relação sexual desprotegida, por transfusão de sangue (sífilis adquirida) e de mãe para feto durante a gestação (sífilis congênita).
Na Bahia, a taxa de incidência de sífilis congênita aumentou 2,7 vezes entre 2012 e 2018, passando de 2,7 para 7,4 casos por mil nascidos vivos. Já a taxa de detecção de sífilis em gestantes aumentou 4,2 vezes, passando de 5,1 para 21,2 casos por mil nascidos vivos.
A sífilis adquirida, teve sua taxa de detecção aumentada de 16,9 casos por 100.000 habitantes em 2012 para 85,5 casos por 100.000 habitantes em 2018. Neste período, a Bahia teve 36.194 casos de sífilis adquirida (+427,6%). Em 2019, até outubro, foram notificados 6.847 novos casos da doença.
As fases da sífilis
‘A sífilis é caracterizada por quatro etapas. A primária ocorre de 10 a 90 dias após o contato sexual, formando uma úlcera indolor, com base endurecida, rica em treponemas (uma bactéria). A secundária surge de seis semanas a seis meses após o contágio.
Nela, são formadas lesões doloridas na pele e mucosas em forma de roséola. Depois vem a sífilis latente, período no qual não há sinais clínicos da doença, mas há reatividade nos testes imunológicos que detectam os anticorpos.
Na sífilis terciária, cerca de 2 a 40 anos após o contágio, apresenta lesões nodulares que podem provocar degenerações ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte. A melhor proteção é usar preservativo nas relações sexuais. A doença tem cura se for identificada cedo.
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