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jose dirceu
12.Março.2019

As vozes da solidariedade contra José Dirceu

invadiram a internet. Quando publiquei meu problema com José Dirceu na Carta ao Leitor, o fiz porque o país (e principalmente quem ainda endeusa petistas deste tipo) precisa saber quem é ele de verdade, o tipo de covarde que é, atacando pequenos enquanto se acovarda diante dos maiores.

Tive a solidariedade de um jornalista que admiro há décadas, para mim um dos melhores e mais bem informados sobre Brasília e o poder, Cláudio Humberto, o que foi uma honra. Tive centenas de mensagens solidárias para me dar esperança.

Nesta terça-feira, só no Jornal da Cidade, que publicou uma matéria e mostrou sua força, 23 mil pessoas já tinham compartilhado a notícia e existiam 181 comentários, quase todos de apoio e solidariedade, o que me deu ânimo para não desistir.

Carro amassado

Alguns me chamaram a atenção, como o que me sugeriu amassar o carro todo antes de entregar. Ou vender o carro e esconder o dinheiro; sumir com o carro e fazer um BO de roubo; quebrar o carro antes de entregar.

Teve ainda quem sugerisse colocar meus bens em nome de terceiros. Eu entendo as razões e agradeço porque sei que as sugestões foram com sentido de ajudar. Até ia responder, mas Mércia Kajihara Carrieri o fez por mim.

"Se tirasse o dinheiro da conta, ocultasse o nome de proprietário do veículo ou outros tramites, estaria cometendo o mesmo caminho marginal desse esquerdopata maldito". Pois é, eu seria igual a José Dirceu e seus amigos petistas. Prefiro não ser.

Aprendi a ser jornalista, a ser honesto e íntegro com meu pai, que preferia passar fome a tomar atitudes iguais às dos canalhas que denunciava no jornal A Região. Meu pai, Manoel Leal, por sinal, foi assassinado depois de denunciar um prefeito e um delegado. Os mandantes estão impunes.

Se alguém tivesse previsto que ele seria morto caso publicasse a matéria, ele a publicaria do mesmo jeito. Para ele, ser jornalista era cumprir uma missão de vida, dando voz a quem não tem, defendendo quem está indefeso diante dos poderosos.

Uma boa sugestão

A sugestão de José Ananias Neto é válida e, quem sabe, eu até faça isso: "Não esqueça de fazer uma visita àquele comunista marginal quando ele estiver preso, para passar na cara suja daquele cúmplice do assassinato de Celso Daniel que ele é bandido e você não!"

Dois comentários me aqueceram. O de Marina Morena Nascimento, "Você tem o que um homem tem de mais precioso - a honra e a liberdade. Levante a cabeça e siga em frente", e de Dijalma Santos Botelho, "Ele se apodera do seu carro mas não se apoderará da sua dignidade!"

Eu continuo tentando resistir. Minha advogada tenta suspender a adjucação do carro, mas não sei se terá sucesso. Ela é bem capaz, mas se eu tivesse condições talvez procurasse um advogado graúdo com muita experiência em Brasília, em enfrentar poderosos.

Não se pode enfrentar um José Dirceu num meio cheio de desembargadores e ministros nomeados por indicação dele com arco e flecha. É preciso um canhão. Mas, enquanto tiver bambu, tem flecha. E eu vou resistir até acabar o bambuzal.

Se tiver que entregar meu carro, entrego e fico a pé. Mas íntegro, porque a coisa mais importante que posso dar à minha filha é o bom exemplo, como recebi de meu pai.

Marcel Leal, jornalista processado por corrupto condenado

Pior é a omissão dos bons

O jornal A Região sempre acreditou naquela máxima de que o pior não é a ação dos maus e sim a omissão dos bons. Por isso nunca nos omitimos, nunca deixamos de denunciar um corrupto, de exigir bons governos, de criticar as coisas erradas. Mas isto tem um custo.

É um custo que começa com os políticos denunciados pressionando as empresas a não anunciar no jornal e termina com o assassinato de nosso fundador e editor, Manoel Leal, depois de denunciar um prefeito e um delegado corruptos. O custo final é o fechamento do jornal e a perda de uma voz independente e que não se omite.

Nós mantemos A Região com muito sacrifício, sem dinheiro, sem suporte. Por isso queremos sua ajuda, a ajuda dos bons, para que os maus não fiquem livres para cometer seus crimes sem ser denunciados ou importunados.

Se voce quer participar da luta para manter A Região vivo e independente, nos ajude doando quanto quiser. Basta clicar neste botão. Ou fazer transferência para Bradesco, ag 0239-9, cc 62.947-2, em nome de A Região Editora Ltda, CNPJ 96.770.516/0001-94. E vamos à luta.