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luiz argolo
17.Abril.2019

Luiz Argolo "comprou" sua saída da cadeia

assinando um acordo para pagar a multa de R$ 1,9 milhão, imposta na condenação, em 104 parcelas que correspondem aos meses que faltam para o cumprimento total da pena, de 12 anos e 8 meses por corrupção.

O acordo foi fechado com a juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execução Penal de Curitiba, definindo pagamentos mensais de R$ 19.400. Com isso, o juiz Almir Pereira de Jesus, da 2ª Vara de Execuções Penais de Salvador, autorizou a soltura.

Luiz Argôlo ficará em liberdade condicional, tendo que se apresentar, a cada 3 meses, diante da Vara de Execuções Penais. Não pode mudar de endereço sem comunicar à Justiça nem consumir bebidas alcoolicas, e precisa manter "bom comportamento social".

O ex-deputado federal pelo Solidariedade ficou preso quatro anos em regime fechado e conseguiu a remissão de 505 dias da pena. Depois de passar pela sede da Polícia Federal em Curitiba e o presídio de Pinhais, ele estava na penitenciária Lemos de Brito, em Salvador.

Primeiro condenado

Um dos primeiros políticos condenados na operação Lava Jato, Luiz Argôlo foi considerado culpado de desvio de recursos da Petrobras, recebendo dinheiro e favores do doleiro Alberto Youssef.

A Polícia Federal apurou que ele trocou 1.411 mensagens de celular com Youssef entre setembro de 2013 e março de 2014. A contadora Meire Poza, que trabalhava com Youssef, afirmou que ele era sócio informal do doleiro e até recebeu um helicóptero de presente.

João Luiz Correia Argôlo dos Santos nasceu em Entre Rios e é filho de Manoelito Argôlo, fazendeiro muito conhecido na região por suas vaquejadas. Ele foi vereador, prefeito interino, deputado estadual e federal. Em 2014 não conseguiu a reeleição. Em 2015, foi preso.

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