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23 de Julho de 2005

Washington Luiz Silva Santos, líder sindical do PT

"Geraldo Simões é cópia de coronel, igual a ACM"
       e precisa explicar irregularidades, como sua ligação com agências de publicidade. É o que afirma Washington Luiz Silva Santos, líder sindical, membro do Movimento Negro e filiado desde 1986 ao PT, candidato à presidência do Diretório local pela corrente "O Trabalho".
       Washington dispara contra Adeum Sauer e a Executiva do PT de Itabuna, exige explicações de Geraldo Simões, da Ceplac, Everaldo e Barcellos que, para ele, se afastaram dos princípios programáticos do PT.
       O sindicalista também defende a expulsão de José Genuíno, José Dirceu, Delúbio Soares e Marcelo Sereno, do Partido dos Trabalhadores, em nível nacional; de Josias Gomes e Zezéu Ribeiro, no plano estadual, e de Geraldo Simões, Everaldo Anunciação, Wellington Duarte e Eduardo Barcellos, na esfera municipal.

A Região - Por que o senhor lançou a sua candidatura à presidência da Executiva do PT em Itabuna?
       Porque o PT de Itabuna, que tem uma história de luta e foi referência no Estado, não está presente nas principais discussões da cidade. Pelo contrário, está ausente do movimento sindical e popular, da luta dos estudantes, trabalhadores, mulheres e negros.

AR - E a militância do partido?
       A militância está desmotivada e sem nenhuma orientação. No PT de Itabuna, a organização partidária praticamente não existe. Por incrível que possa parecer, a Executiva Municipal não se posiciona sobre o desemprego, saúde e segurança na cidade. Também, não se manifesta sobre a situação da Uesc e da Ceplac.

AR - E o que diz a direção do PT de Itabuna?
       A direção do PT de Itabuna tem à frente Adeum Sauer, um companheiro que não tem nenhuma história de luta no sul da Bahia. É uma direção omissa e ausente. A Executiva sequer faz a defesa do PT, que vem recebendo uma série de denúncias, nem enfrenta a direita representada no sul da Bahia por Fernando Gomes, Valderico Reis e Pedrão.

AR - O que mudou na essência do PT local?
       O PT de Itabuna perdeu a sua essência, principalmente após a segunda eleição de Geraldo Simões, em 2000, quando ele assumiu uma postura demogógica e populista, sem ouvir a base e a militância. Geraldo se tornou o dono do PT de Itabuna, uma cópia de coronel, igual a ACM, disputando com Fernando Gomes o comando da cidade.

AR - E qual são as conseqüências disso?
       Hoje a situação é mais grave, porque de um lado está Geraldo Simões, Wellington Duarte e Eduardo Barcellos; de outro, Josias Gomes, Everaldo Anunciação, Lula Viana e Jackson Moreira, brigando entre si e disputando o controle do partido.

AR - Em todos os partidos não é normal haver disputa interna?
       Sim, mas no PT de Itabuna a situação se tornou insuportável, porque eles estão quase fazendo do partido uma propriedade privada. O PT é sério! Podemos ser taxados de radicais, brigões, equivocados, barulhentes. Mas não admito que nenhum petista seja chamado de ladrão, de corrupto e desonesto.

AR - Mas o senhor diz que o PT de Itabuna tem irregularidades...
       Sim. Fatos gravíssimos de ética como Josias Gomes inaugurar o Banco Rural em Itabuna e depois ser flagrado na agência de Brasília pegando dinheiro do mensalão. Josias é presidente do PT na Bahia; o Rural é o banco de Marcos Valério, o homem do mensalão.

AR - Mas o deputado negou as acusações...
       Negou mas pediu afastamento da presidência do PT na Bahia. Por que? Quem não deve não teme. Além disso, a imprensa diz Josias viaja em avião da Monsanto, GDK e OAS; conversa com ACM; patrocina programa na Rádio Difusora, de Fernando Gomes; patrocina matérias no "Agora", que tinha seu assessor Joel Filho como redator.

AR - Essa briga chega a afetar, por exemplo, a Ceplac?
       Sim. Geraldo fez Gustavo Moura pedir ao Ministro da Agricultura a cabeça de Everaldo, a bem do serviço público. Everaldo tem propostas mirabolantes, fala de mudança de mentira, concursos que nunca vêm. Wellington Duarte, como no Hospital de Base, persegue os companheiros da Ceplac. A Executiva do PT de Itabuna precisa explicar isso à sociedade. Isso e as relações de Geraldo Simões, Daniel Thame e Cláudio Rodrigues com o "Diário do Sul" e a agência de propagnda Link/Bagg.

AR - Mas Geraldo e Everaldo não pertencem à mesma corrente interna no PT?
       Sim, mas Geraldo Simões teme que a estrela de outros companheiros brilhe, por isso nunca quis Everaldo na direção. Geraldo articulou com Paulo Souto a indicação de Gustavo Moura para a Ceplac. O mesmo Gustavo Moura que, quando era do Sindicato Rural de Camacan, defendia a extinção da Ceplac. O mesmo Gustavo Moura que, quando militava na direita carlista, fez campanha contra os servidores do órgão.

AR - Por que Geraldo não quer que a estrela dos outros brilhe?
       Geraldo Simões sempre teve um projeto pessoal dentro do PT de Itabuna, nós é que não percebemos isso. Nestes 20 anos, por causa de Geraldo, o PT perdeu grandes companheiros como Antônio Laborda, Paulo Assis, Humberto Barreto, Luiz Barbosa, Ederivaldo Benedito, dentre outros. Outros companheiros, como Veridiano, Jackson, Gilton, Tonho de Ioiô, Ricardo e Ruy Demontes, Iruman Contreiras, Ramos, França, também estão contra ele, inclusive o seu ex-motorista, Edvaldo.

AR - E a situação dos ex-dirigentes da Emasa?
       É grave, porque Adeum Sauer e Geraldo Simões entregaram Ricardo Campos, Edilson Guimarães e Abdon Rocha aos leões. A Executiva sequer divulgou uma nota oficial em defesa dos companheiros. Geraldo não gosta de ninguém. Mas precisa explicar o crescimento do seu patrimônio. De simples técnico agrícola da Ceplac, em 1992, a hoje, com veículos e imóveis, como o de Luzimares, na Praia do Norte de Ilhéus, que custou R$ 140 mil. Precisa dizer, ainda, quais são as relações comerciais que tem com Eduardo Barcellos e Erivaldo, irmão de Zé do Norte.

AR - E no plano nacional, como o senhor vê a crise no PT?
       Nós defendemos a expulsão do PT de todos os companheiros da corrente "Campo Majoritário" acusados de irrgularidades: José Genuíno, José Dirceu, Delúbio Soares, Marcelo Sereno, Josias Gomes, Zezéu Ribeiro. Todos eles se afastaram dos princípios programáticos do PT. Foi por causas desses companheiros que o PT perdeu um pouco de sua essência.

AR - As eleições no PT são em setembro. Quais as suas propostas?
       A profissionalização dos membros da Executiva, construção da sede própria, implantação do orçamento participativo interno, criação de secretaria específica, como de Imprensa; criação de um boletim mensal, criação de uma Biblioteca Pública do partido, cursos de formação política e o fortalecimento de Núcleos de bairro, do Movimento Negro, da Mulher e dos direitos da crianças e do adolescente.

 

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