Correios fecham agência em Ilhéus mais 3 na BA
- em Salvador, sob a alegação de que estão em imóveis alugados, localizadas muito próximas a outras agências (menos de dois quilômetros) e não geram lucros. A empresa informou que os funcionários que trabalham nesses locais serão realocados.
Em Ilhéus, será fechada a agência do Malhado e em Salvador as da Baixa dos Sapateiros, Pituba e Aeroporto 2 de Julho. No país, serão 41 agências de 15 estados. Os Correios têm pouco mais de 6.300 agências próprias, 4.300 comunitárias, mil franqueadas e 127 permissionárias.
Segundo a empresa, o encerramento das atividades dessas agências faz parte do processo de remodelagem da rede de atendimento, que prevê a substituição gradativa de unidades convencionais “por soluções diferenciadas e mais adequadas”.
Serão fechadas agências no Amazonas (3), Bahia (4), Ceará, Espírito Santo, Goiás (2), Piauí, Minas Gerais (10), Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará (5), Piauí (2), Rio de Janeiro (2), Roraima, Rio Grande do Sul (2) e São Paulo (7).
Quase falido
O Correio quebrou a partir de 2011 e está longe do normal, misturando um rombo bilionário por parte da empresa e outro no fundo de pensão. Todos os funcionários estão sendo descontados em 25% do salário para pagar o roubo do fundo, por 25 anos.
A crise vivida pelos Correios já vinha se desenhando desde que o PT, então na presidência, passou a aparelhar a estatal com sindicalistas e militantes. Em vários setores, a farra de promoções fez com que existisse um chefe para cada 5 empregados.
Mas a decadência total chegou em 2011, quando o militante petista Wagner Pinheiro presidia a empresa. O lucro líquido do primeiro semestre foi de R$ 500 milhões, ainda da gestão anterior. A partir daí, o inchaço engordou o caixa dos sindicatos e quebrou a empresa.
O colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, lembra que em 2011 os Correios ainda distribuíram R$ 89,5 milhões como “participação de lucros” aos funcionários da empresa, que hoje totalizam 108 mil. Em 2015, registrava o maior prejuízo da história: R$ 2,1 bilhões.
Tragédia estatal
Gastando R$ 12 bilhões por ano com funcionários, além de benefícios jamais vistos, os Correios se encontravam em situação tão ruim que nem a privatização o salvaria. As gestões do PT incharam os quadros e distribuíram benefícios impagáveis.
Dificilmente um comprador aceitaria uma folha inchada com 108 mil empregados, todos com estabilidade no emprego, dezenas de “extras” incorporados e a obrigação de bancar plano de saúde para 450 mil, incluindo até cônjuges e pais.
O governo Dilma Rousseff (PT) entregou a estatal com prejuízo de R$ 2,5 bilhões ao ano, em parte pela queda da eficiência. Desde 2016 o governo de Michel Temer vem reestruturando as finanças da empresa, aos poucos resgatando a qualidade histórica, mas está longe do ideal.
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