Itabuna acaba com o vergonhoso lixão

Itabuna fez história nesta segunda, acabando com o lixão e instalando um aterro sanitário certificado pelos órgãos ambientais. Ele está no km 21 da Rodovia Jorge Amado. O prefeito Augusto Castro assinou a Ordem de Serviço que autoriza a Central de Valorização de Resíduos (CVR) Costa do Cacau a atender a demanda local.

A undiade vai fazer o tratamento e disposição final dos resíduos, em cumprimento à Lei nº 14.026, de julho do ano passado, a Lei do Marco do Saneamento Básico, que estabelece prazo para o fim dos lixões no país. A partir desta terça-feira, os caminhões compactadores já descartam os resíduos no novo local.

Em Itabuna, o atual lixão funciona há cerca de 40 anos próximo ao Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, com impactos negativos sobre o meio ambiente e a saúde das pessoas. As 50 famílias que trabalham e até residem no lixão vão ter o amparo da Prefeitura.

“Vamos ter um olhar especial para essa gente que diariamente busca o sustento e de suas famílias se expondo a riscos para sua saúde. Temos que encontrar uma solução definitiva de sua reinserção no mercado de trabalho, educação de seus filhos e que tenham uma vida digna”, explica Augusto.

Através de uma parceria com o município, pelos próximos seis meses a CVR Costa do Cacau vai conceder um auxílio financeiro de R$ 700 por mês para 100 famílias que moram ou trabalham no lixão. Elas foram cadastradas pela Defensoria Pública do Estado (DPE-BA) e também vão receber aluguel social e cestas básicas da Prefeitura.

Além disso, vão participar de um projeto de inclusão social e capacitação profissional que inclui ações como a criação da Associação de Catadores e sua inclusão nos programas sociais, a instituição da Coleta Seletiva no Município, com a instalação de 10 ecopontos para captação de materiais recicláveis e construção de unidade de reciclagem.

O secretário de Infraestrutura e Urbanismo, Almir Melo Jr, afirma que o atual lixão "só trouxe problemas à cidade. O que presenciamos aqui é um marco histórico para o sul da Bahia e para Itabuna. Há mais de 30 anos vivenciamos um lixão a céu aberto com pessoas vivendo em condição subumana".

"O que se evidencia com esse aterro sanitário é a mudança de mentalidade na direção do ambientalmente correto e, principalmente, dar condições dignas a pessoas que trabalham na coleta do resíduo orgânico”, completa o secretário estadual de Meio Ambiente, José Carlos Oliveira.

Para João Carlos às vezes se imagina que lixo seja problemas. “Mas, na visão moderna, a gente tem que entender que mais de 80% do lixo podem ser aproveitados. Portanto, gerando renda para as pessoas. Na qualidade de secretário estadual do Meio Ambiente fico extremamente feliz pela iniciativa".

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