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3.Abril.2021

Pandemia também afeta a mente das crianças

crianca na pandemia


alerta o professor de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), Guilherme Polanczyk. “A pandemia, e todo o contexto que a acompanha, têm gerado situação de estresse em crianças, adolescentes e adultos".

Segundo o médico, sintomas como irritabilidade, mudanças de humor, insônia, dificuldade de concentração podem ser fáceis de se identificar em adultos, mas apresentam diversas nuances quando se trata de crianças e adolescentes.

Polanczyk analisa que a idade da criança também interfere na forma como ela reage à pandemia. As menores, por ser mais dependentes dos pais, vão lidar com a pandemia muito em função de como os pais estão lidando e como o ambiente está organizado.

“As crianças maiores sentem falta dos amigos. Elas já têm capacidade maior de compreensão de uma forma autônoma, muitas vezes não completamente adequada, ou de forma não completamente realista, e podem interpretar de forma mais catastrófica algumas situações”.

Retomada das aulas

O professor defende a retomada das aulas presenciais ou híbridas, desde que garantidas as medidas de segurança aos alunos e profissionais da educação, porque representa uma nova fase de desenvolvimento para os pequenos.

“É preciso sensibilidade para poder explicar para as crianças o que está acontecendo, mostrar a importância de enfrentar, eventualmente, o desconforto social ou o medo da contaminação, e que esse cenário é combatido com os cuidados de higiene, por exemplo”.

Polanczyk afirma que crianças que apresentam sintomas como dificuldade para dormir, relatos de preocupação, alterações de comportamento e até queixas de dor física merecem atenção especial. Os pais devem ficar atentos a qualquer um desses sinais e buscar a ajuda de um profissional de saúde.

Sofrimento indireto

O professor de Psiquiatria da Escola Médica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio), Daniel Monnerat, defende que, apesar de estatisticamente as crianças serem menos infectadas, elas acabam sofrendo indiretamente.

Primeiro com uma “menor” preocupação dos familiares. Segundo, elas acabam sofrendo por estar reclusas, mais introspectivas, vivendo uma vida mais caseira porque os pais, por ser adultos, ficam mais tempo em casa e isso interfere na socialização dos menores.

“Por tabela, essas crianças acabam, de alguma forma, sofrendo por essa reclusão que se impôs a todos nós na pandemia da covid-19”. Monnerat explica que alguns já eram mais introspectivos, mais caseiros, usavam ferramentas como redes sociais e internet para fazer contatos com os amigos.

Para esses, o isolamento pode não ter afetado muito o modus operandi (modo de agir) que eles tinham anteriormente. Por outro lado, para aqueles que faziam viagens e socializavam nos finais de semana, com certeza esse isolamento está sendo mais difícil.

Sintomas piorados

Monnerat observa que pacientes que já tinham algum diagnóstico psiquiátrico, podem exacerbar esses sintomas, fazendo com que precisem de mais atendimento médico, intervenção de medicamentos mais incisiva e podem sofrer quadros de depressão, ansiedade e rejeição.

O psiquiatra reforça a necessidade de os pais e responsáveis explicarem às crianças que as medidas de isolamento social impostas pelas autoridades não são um castigo, mas foram determinadas pensando no bem da coletividade.

“Eu acredito que as crianças tendem a sofrer menos, porque elas estão sendo sensibilizadas, desde o começo da pandemia, a pensar no coletivo. Mas se são crianças que vivem em família com algum desfalque emocional, elas já estão sofrendo muito.


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27.Março.2021

Mortes caem em Itabuna e sobem na Bahia

cemiterio


na pandemia comparado com 2019, segundo o Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos dos Cartórios de Registro Civil, cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, do IBGE.

Na comparação com o período anterior à pandemia, março de 2019 a fevereiro de 2020, o aumento foi de 14,2% no número de falecimentos. Já o período de março de 2020 a fevereiro de 2021 totalizou 2.166 mortes, 1.203 a menos do que a média dos mesmos períodos desde 2003.

Em termos percentuais, significa uma diminuição de 35,7% em relação à média histórica. "É muito difícil para nós, registradores civis, termos que levantar esses dados. Mesmo com um número menor, ainda sim é elevado".

"Sabemos que não está fácil para as famílias, mas devemos à população esse histórico. O nosso trabalho está sendo árduo para que possamos manter a sociedade bem informada e a tomada de decisões possa ser feita da melhor forma", diz o presidente da Arpen/BA, Daniel de Oliveira Sampaio.

Na Bahia aumentou

Em contrapartida, o estado da Bahia fechou o "ano da pandemia" com um total de mais de 93 mil mortes, número recorde desde o início da série histórica. No País, o período de março de 2020 a fevereiro de 2021 totalizou 93.497 mortes, 17.515 a mais do que a média desde 2003.

Em termos percentuais, significa um crescimento de 23,05% de óbitos em relação à média histórica, que sempre esteve na casa de 1,88%, totalizando 21,1 pontos percentuais a mais no período. Na comparação com março de 2019 a fevereiro de 2020, o aumento foi de 4,9% no número de óbitos.

Mesmo com o agravamento da pandemia no último mês, fevereiro conseguiu registrar índices baixos, com 152 óbitos registrados pelos cartórios do Estado, 32 a menos do que a média para o período. O número foi ainda 21,2% maenor do que a média histórica desde 2003.

Na comparação com fevereiro de 2020, a diminuição foi de 0,3%. O número de óbitos registrados nos meses de 2021 ainda pode variar, assim como a média anual e do período, uma vez que os prazos para registro chegam a prever um intervalo de até 15 dias entre o falecimento e o registro.


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