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linha branca
27.Outubro.2018

Venda da linha branca subiu 2,7% no 1º semestre

segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Ela divulgou que a linha branca (fogão 4 bocas, geladeira, micro-ondas, entre outros) vendeu 2,7% mais no primeiro semestre do que no mesmo período do ano passado.

O aumento nas vendas também foi registrado na linha marrom (TV, aparelho de som, entre outros), que cresceu 20,2%. No geral, o mercado de eletroeletrônicos se expandiu 14,6% a mais nos primeiros seis meses do ano do que em 2017.

“A gente vinha em uma retomada de crescimento. Os números mostravam um aumento na geração de empregos e na produção industrial, com aumento do consumo. Passamos 2015, 2016 e 2017 em crise, com investimentos acanhados,” diz José Jorge Jr, presidente da Eletros.

“Quando estamos na retomada disso, surge uma greve totalmente inusitada, que chegou a parar muitos estados. Foram 10 ou 12 dias com consequências gravíssimas para a economia”, completa, se referindo à paralisação dos caminhoneiros, entre abril e maio.

Recuperação

O setor de eletroeletrônicos representa 3,34% do PIB do país, segundo números oficiais. No primeiro semestre, foram vendidas 52,1 milhões de unidades e no ano passado, 45,5 milhões no mesmo espaço de tempo.

Os televisores puxaram a tendência de crescimento, com melhora de 29,98% em relação a 2017. Segundo a entidade, o Mundial de futebol da Rússia e o desligamento do antigo sinal analógico ajudam a explicar a procura dos consumidores por novos aparelhos.

Para ele, a paralisação dos caminhoneiros também não foi totalmente calculada pelos produtores de equipamentos eletroeletrônicos. A expectativa da Eletros é que este semestre signifique um aumento de até 15% nas vendas em relação a 2018.

“Ano complicado”

José Jorge Jr., porém, conteve a animação, afirmando que a comparação deste ano com o primeiro semestre de 2017 precisa ser contextualizada com uma crise econômica ainda grave que acometia o país no ano passado.

Carlos Clur, presidente do grupo Eletrolar, que recentemente reuniu fabricantes da área em São Paulo, disse que 2018 está sendo um ano “complicado” para o setor, principalmente por causa da valorização do dólar.

“A movimentação do dólar atrapalha. Um dólar instável faz com que todos os produtos importados tenham variação de valor. Os fabricantes têm que comprar aço, plástico e todos os insumos, que são dolarizados. Então, a instabilidade traz perda de rentabilidade e dinheiro”.

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