Mesmo na estiagem, Aedes é ameça de epidemia
com mais de 260 mil pessoas infectadas pelo transmissor do Zika Virus, Dengue e Chikungunya neste ano. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2018 houve uma queda de 70% nos casos de Zika, 65% de Chikungunya e 20% de Dengue, em relação ao ano passado.
Porém, a preocupação e os cuidados com o Aedes aegypti continuam deixando a saúde pública em alerta. As doenças virais transmitidas pelo mosquito, arboviroses, possuem alguns sintomas em comum, como febre, dores de cabeça, manchas na pele.
“Embora possuam sintomas iniciais parecidos, as arboviroses podem evoluir para quadros clínicos mais específicos”, comenta o médico virologista Mario Janini. As três doenças, juntas, já somam 269 mil casos prováveis e mais de 100 mortes desde agosto de 2017.
O médico comenta que é preciso ficar atento, mesmo em períodos de estiagem: “Os vírus não estão erradicados. Mesmo com redução, ainda há risco de epidemias, porque 22% dos municípios estão sob risco de Zika, Dengue e Chikungunya”.
Verão é crítico
De acordo com o especialista, as chances de novos casos podem aumentar a partir de dezembro e janeiro. “É nesse momento, antes da chegada do verão, que devemos ter cuidado e nos prevenir para que não haja novos surtos no próximo verão", alerta Janini.
Por amostras de sangue é possível diagnosticar as arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti. O gerente do DB Molecular, Nelson Gaburo, explica que os testes moleculares podem detectar a presença do vírus precocemente e de forma precisa.
“A detecção molecular dá diagnóstico rápido, sensível e específico, em até uma semana após o aparecimento dos sintomas. Em áreas onde cocirculam diversos arbovírus, existe a possibilidade de reatividade cruzada, o que afeta os testes sorológicos”.
“A combinação de testes moleculares e sorológicos contribui para que o resultado diagnóstico seja correto”, acrescenta.
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