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10.Fevereiro.2018

MP apreende PCs e documentos na FICC

para investigar os gastos verdadeiros feitos pela Prefeitura de Itabuna no carnaval antecipado. A ação do Ministério Público estadual teve o apoio das polícias Civil e Militar, cumprindo mandados de busca e apreensão autorizados pelo juiz da 2ª Vara Crime, Eros Cavalcanti.

O promotor Inocêncio Carvalho, no período em que esteve na sede da FICC, buscou contratos e documentos relacionados à festa e também apreendeu computadores para perícia. A suspeita de superfaturamento foi levantada pelo jornal A Região ainda antes da festa.

O jornal indicava que o gasto poderia chegar a R$ 3 milhões. Mas o MP buscou apurar quanto a Prefeitura realmente gastou na festa depois de representação do vereador Jairo Araújo (PCdoB). Os contratos assinados para o carnaval apontavam gastos superiores a R$ 2,4 milhões.

Números falsos

Depois da ação, a prefeitura alegou que iria gastar apenas R$ 600 mil, além de R$ 1 milhão vindo do Governo do Estado para a contratação das principais atrações. O promotor também investiga se o município investiu em camarotes privados.

A suspeita foi levantada pelo vereador Jairo Araújo, dizendo que pelo menos um dos maiores camarotes da folia, do qual o filho do prefeito seria sócio, havia recebido dinheiro público, além de atrações contratadas para a avenida.

Em entrevistas, o presidente da Fundação, Daniel Leão, reagiu dizendo que não há malandragem na instituição. Segundo ele, “a prestação de contas será feita tão logo seja possível recolher documentos de artistas e atrações”.

Sem salários

O prefeito Fernando Gomes fez um gasto exorbitante na folia mesmos sem pagar os salários dos servidores. Para minimizar o desgaste, o secretário de Administração, Dinailson Gomes, afirmou que o município só gastaria “R$ 90 mil em recursos próprios” e “em duas parcelas”.

O MP listou entre os gastos a locação de som e luz por R$ 764.800, material gráfico por R$ 98.270, locação de estruturas por R$ 1.042.396,50, lanches em kit por R$ 97 mil, quentinhas por R$ 28.500, buffet por R$ 227 mil, locação de banheiros químicos por R$ 193 mil.

Mais hospedagem custando R$ 29.500, criação artística e decoração por R$ 32.500; filmagem, edição e fotografia por R$ 54.200. Porém, A Região descobriu ainda o contrato dos trios elétricos (R$ 160 mil, apesar de a FICC já ter um contrato de R$ 300 mil para uso ao longo do ano).