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inadimplencia
10.Fevereiro.2018

Economia se recupera mas inadimplência cresce

no país, como apurou o Indicador de Inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O volume de brasileiros com contas em atrasos e restrições no CPF abriu 2018 com alta de 2,10% sobre janeiro de 2017.

Trata-se do crescimento mais expressivo desde junho de 2016, quando a alta foi de 2,78%. Na comparação mensal, ou seja, com dezembro de 2017, sem ajuste sazonal, o aumento na quantidade de devedores foi de 0,96%, a maior desde maio do ano passado.

Segundo estimativa do SPC Brasil e da CNDL, mais de 60,7 milhões de consumidores estão em cadastros de inadimplentes, ou 40% da população adulta. Especialistas do SPC Brasil alertam para o risco de descontrole do orçamento nos primeiros meses do ano.

É o período de despesas sazonais como materiais escolares, impostos e o rescaldo das compras parceladas no fim de ano. “Para os próximos meses, espera-se que o volume de atrasos inicie um processo lento de recuo, caso se confirmem as projeções de inflação e juros baixos”.

Nordeste é segundo

O Sudeste concentra o maior número absoluto de negativados, com 25,7 milhões (39% da população adulta da região), seguido do Nordeste com 16,5 milhões (41% da população), do Sul, com 8,2 milhões de inadimplentes (37%) e do Norte com 5,4 milhões de devedores (45%).

A faixa etária mais inadimplente é a de 30 a 39 anos, onde metade iniciou 2018 com o nome sujo. Também merece destaque a população com idade entre 40 e 49 anos, que soma 13,4 milhões, ou 48% do total dessa população.

A boa notícia é que o volume de dívidas atrasadas diminuiu 1,94% na comparação anual, com destaque para as despesas com serviços básicos (como água e luz), com -7,12% e com comércio, -6,97%. Já as dívidas bancárias subiram 1,69%, incluindo cartão de crédito.