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cartao parcelado
3.Fevereiro.2018

Comércio reage a fim das parcelas sem juros

proposto por uma associação das operadoras. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é contrária à proposta do setor de cartões de crédito que prevê o fim dos parcelamentos sem juros na aquisição de bens e serviços.

A proposta, apresentada ao Banco Central no início de janeiro, prevê que as empresas de cartões passem a oferecer modelos similares a crediários para seus clientes, como forma de parcelar suas compras, e que o prazo de pagamento aos lojistas seria reduzido de 30 para 5 dias.

Para a FecomercioSP, cabe aos varejistas definir suas práticas de negócio, desde que ajam dentro da lei. Dessa forma, a entidade crê que quem deve definir como cobrar é o próprio comerciante, dentro de sua capacidade, seus parceiros, a necessidade e conveniência dos clientes.

O mercado seria responsável, portanto, por definir as condições em que opera. A Federação crê que interferências do Estado em operações de negócios privados, por pressão de algum setor ou por definição governamental, tendem a gerar resultados prejudiciais ao comércio.

Alternativa

Ainda assim, caso a medida seja implementada, a FecomercioSP defende que o recebimento das vendas pelo lojista seja realizado no dia seguinte à operação, em vez de cinco após a venda, conforme especulado, uma vez que os consumidores arcarão com os juros da operação.

A entidade reforça que as políticas econômicas devem ser desburocratizadas. Até recentemente, por exemplo, os varejistas eram impossibilitados de oferecer condições diferenciadas de pagamento em compras em dinheiro e no cartão.

Essa “impertinência legal” foi combatida pela eFecomercioSP, pois prejudicava os clientes e empresários, que eram impedidos de, em comum acordo, fazer negócios melhores. A tese da entidade de liberdade de negócios venceu e hoje o comércio se beneficia dessa flexibilidade.