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carga de impostos
10.Fevereiro.2018

Carga de impostos faz Brasil perder espaço

para concorrentes em outros países, ao perder competitividade por ter custos mais altos. A diferença entre impostos praticados no exterior e no Brasil torna nossos produtos e serviços mais caros. Além disso, o dinheiro reservado para ações trabalhistas e o custo do transporte também aumentam o abismo.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta semana um levantamento comparando a carga tributária para empresas no Brasil e em outros países. Segundo o estudo, feito em parceria com a Ernest Young, o Brasil está distante da média mundial de tributação.

Enquanto a média do imposto sobre a renda pago por empresas nos demais países é de cerca de 22,96%, no Brasil chega a 34%. O levantamento indica que, entre 2000 e 2016, a média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) caiu de 32% para 23,98%.

Já no Brasil manteve-se inalterada nesse período. A CNI ressaltou ainda que, recentemente, Estados Unidos e Argentina reduziram a taxação para empresas em seu território. “De todos os países do mundo, apenas 30 têm alíquotas acima de 30%”, diz o presidente da CNI, Robson Braga.

Perdendo mercado

“O Brasil está isolado. Concorrentes nossos, como Argentina, Estados Unidos, França e Japão, já reduziram suas alíquotas. Se não fizermos a reforma tributária com redução da carga, nossas empresas que têm investimento no exterior ficarão ainda menos competitivas”, explica Braga.

A entidade destacou que as empresas brasileiras com investimentos no exterior pagam à Receita Federal a diferença entre a alíquota dentro e fora do país. Por exemplo, nos Estados Unidos, uma multinacional brasileira paga 21% de imposto.

O mesmo acontece com uma empresa canadense ou chilena. No entanto, enquanto a tributação das empresas de outras nacionalidades se encerra no solo norte-americano, a brasileira paga mais 13% à Receita para completar a tarifa.